Vereadores exigem apuração criminal do prefeito por calúnia e difamação, pois os chamou de ladrões.

Atualizado: Mai 5

A guerra declarada pelo prefeito Fernando Pellozo contra os vereadores assume agora um caráter concreto com ações de denúncias que podem passar por processo de impeachment por falta de decoro e até mesmo chegar à denúncias na esfera criminal por difamação e calúnia.

Após a leitura do trecho bíblico e da Ata da sessão anterior, o presidente Carpegiane Silvestre deu início à primeira sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Senador Canedo do mês de Maio.


Um ponto importantíssimo a ser destacado referente à sessão anterior foi o acatamento de uma denúncia popular apontando supostas irregularidades na gestão do prefeito Fernando Pellozo no manejo de recursos públicos destinados à área da saúde em um momento delicado de pandemia Mundial.

A abertura do processo da Comissão Parlamentar de Inquérito para averiguação e apuração dos fatos acirrou os ânimos entre personalidades políticas da cidade, inflamando assim o debate entre os munícipes que são a favor do prefeito e os municípios que são a favor dos vereadores, causando até mesmo sérias discussões nas redes sociais.


Após o presidente Carpegiane Silvestre conceder o uso da palavra aos vereadores, o vereador Reinaldo Alves externa sua preocupação em denúncia pública com relação a má gestão desenvolvida pela Secretaria de Saúde no manejo dos insumos de combate ao Coronavírus.

Ele relata que na gestão anterior, por três vezes procurou a unidade de atendimento do Parque Alvorada e em questão de 3 horas foi feito o seu teste de Covid e hoje em dia, na gestão atual, os testes de Covid estão demorando 5 dias para revelar o diagnóstico.


O vereador aponta desta forma que a saúde de Senador Canedo está praticamente ineficiente. "Quando o morador procura a unidade de saúde com suspeita de Covid ele é obrigado a esperar 5 dias e talvez daqui 5 dias ele já não esteja mais entre nós", afirmou Reinaldo Alves.


Outra demanda do vereador é referência ao Impacto negativo que o comércio local vem sofrendo pela queda de receita ocasionada pela contratação de pessoas de outras cidades, que vem trabalhar na prefeitura de Senador Canedo e vão gastar seus salários em suas cidades onde residem: "O comércio e local vem sofrendo por conta da queda de receita, uma vez que servidores públicos do município já não moram mais aqui e vem de outras cidades levar o dinheiro canadense daqui para a cidade onde eles moram", alega Reinaldo Alves.


Reinaldo Alves acusa o senador Vanderlan Cardoso de ser o responsável pela incompetência na Gestão Pública atual. O vereador Vilmar Lima interpela seu colega lembrando-o de que o verdadeiro prefeito é o "narigudo", declaração esta bem aceita por Reinaldo que complementa dizendo que o verdadeiro prefeito de Senador Canedo está em Brasília de lá nomeia seus secretários aqui.


Reinaldo lembra aos seus pares que na inauguração do corpo de bombeiros o prefeito disse que existia um grupo de ladrões, ou seja, bandidos, da velha política tramando contra a prefeitura o que a câmara de vereadores vai exigir que o prefeito diga quem são esses supostos ladrões ou então prefeito responderá pelo crime de calúnia e difamação.


Ao finalizar a sua fala o vereador sugere ao prefeito que peça para sair, que peça desculpas à população e que diga ao seu padrinho político Vanderlan e ele não sabe administrar.


Logo após o vereador Celismar Lima faz o uso da palavra para expor a sua indignação pelo fato de que os anseios populares, expressos nas eleições do ano passado, não estão em consonância com os atos praticados pelo poder executivo da atual gestão, que, segundo ele, apresenta um mandato medíocre, chegando a exonerar vários funcionários públicos antes mesmo do pagamento e sem nem mesmo uma prévia notificação.

Celismar destaca ainda a forma "malandra" como o prefeito vem exonerando servidores que apoiaram os vereadores nas eleições e distorcendo a situação, dizendo o prefeito, que o vereador não se importa mais com aquele seu eleitor e que o prefeito está disposto a abraçar esse eleitor como funcionário, já que o seu vereador o abandonou à própria sorte.


Segundo Celismar essa é uma manobra política para fazer a base eleitoral dos vereadores se voltar contra eles por eles usarem da sua prerrogativa constitucional de averiguar atos praticados pelo poder executivo e que os vereadores não estariam preocupados com a demissão desse seu eleitor que ocupa um cargo público na prefeitura.


"O senhor tem demonstrado uma postura muito medíocre, ruim, baixa, muito baixa. Me dirijo exclusivamente ao senhor prefeito porque foi ele quem foi eleito com mais de 36 mil votos pela população de Senador Canedo. A responsabilidade é sua, quem responde é o senhor prefeito. O senador não vai responder não. Quem vai responder é o senhor", avisa Celismar Lima.


Carpegiane, fazendo uso da palavra se diz entristecido ver mais de 500 Funcionários Públicos exonerados de uma vez só para poder contratar pessoas de Trindade, de Aparecida de Goiânia, de Anápolis, e de Goiânia.

"Mostrando assim que o povo de Senador Canedo só serve para votar. Não é assim! Temos que dar preferência para quem é eleitor e realmente cidadão de Senador Canedo" analisa o presidente da Câmara.


"Estava analisando alguns projetos aqui apresentados, vários requerimentos, desde o começo do mandato até hoje, a gente está no mês de maio, os projetos de lei que encaminhamos ao prefeito não são recebidos ou apreciados", desabafa Carpegiane.


"O Governo está totalmente perdido mandando projetos para a câmara que já existem e já são leis. Isso mostra total incompetência do Poder Executivo, mandando Projetos de Lei para serem votados duas vezes. Eles estão perdidos", acusa o vereador.


A vereadora Welma Lira apresentou sua tristeza por ter votado em Fernando Pellozo e ter sido decepcionada com ações do prefeito.

Se dirigindo ao prefeito a vereadora diz: "O senhor foi infeliz em incitar a população, o governador e as autoridades presentes na inauguração do Corpo de Bombeiros, insinuando que um grupo de vereadores seja ladrão".


Ela continua seu discurso apontando diferenças entre Vanderlan e Pellozo e diz que acredita que Peloso não esteja ouvindo os conselhos do senador, que vem proferindo discursos de ódio sem motivo.


"Não existe diálogo entre o prefeito e os vereadores pois o prefeito não recebe Vereador nenhum", acusa ela.


Ela Cita uma incoerência e até mesmo uma contradição no fato de um tabloide da cidade ter acusado a câmara de estar travando a prefeitura, recebendo assim a concordância do vereador Sérgio Bravo Júnior que aponta os vários projetos de lei já aprovados e encaminhados ao executivo, porém, alguns não foram sequer recebidos e outros não foram sancionados, então, Welma Lira destaca que um projeto voltado para o benefício dos profissionais da área de educação, que deveria ter sido encaminhado a câmera em Janeiro e só chegou à Câmara em Maio.


Welma Lira convida o prefeito a ir até à Câmara falar da tribuna para que todas as dúvidas e questionamentos sejam dirimidos diante da sociedade.


Vilmar Lima detecta neste momento um comentário ofensivo contra a vereadora chamando-a de cega por parte do servidor da prefeitura, Luiz Aldama, que segundo o vereador deveria estar trabalhando ao invés de estar tecendo comentários ofensivos contra a vereadora em redes sociais em seu horário de trabalho, sendo que ele poderia assistir à transmissão da sessão depois do seu horário de trabalho.


Reinaldo Alves aponta que o único projeto realmente relevante foi a lei de diretrizes orçamentárias.

Vilmar Lima acrescenta que Luiz Aldama faz afirmações sem conhecimento de causa pois a obra do Mirante do Cristo está parada por motivo de a empresa licitada estar com os pagamentos bloqueados na Caixa Econômica Federal e não tem como continuar a obra com o dinheiro bloqueado.

Welma Lira, ao retomar a palavra, revela que Luiz Aldama ligou para ela perguntando se alguém do Poder Executivo já tinha entrado em contato com ela para compor com a prefeitura e ela enfatiza que não vai compor com ninguém, que o método dela não é esse e que o voto dela não estará atrelado a composições políticas, pois não existe motivo para temer investigação nenhuma, afinal quem não deve não teme.


Ela convida, assim, o prefeito a buscar União e conversar com os vereadores.


Celismar Lima lembra a todos que está havendo na cidade, por parte da secretaria de educação, uma tentativa implantar a ideologia de gênero E lança a reflexão de quê até mesmo em países comunistas existe um Parlamento, mas em Senador Canedo o poder executivo desconsidera, atropela e ignora o parlamento municipal.


Ele critica a postura ditatorial da prefeitura em tentar impor a ideologia de gênero nas escolas e acrescenta que esse tipo de medida não resolve problema, pois as pessoas já nascem como são e não precisam de incentivos governamentais e gastos com programas "educacionais" públicos para induzir a criança a se tornar algo que já são ou que não são, pois as pessoas já nascem prontas para ser o que são e não é um programa governamental que vai mudar a orientação sexual de ninguém.

Após apreciação dos requerimentos e projetos de lei o vereador Leonardo Assunção sobe à Tribuna para informar aos companheiros que encaminhou requerimento contendo duas denúncias contra o prefeito Fernando Pellozo, uma por quebra de decoro e a outra denúncia por violar os direitos dos vereadores na sua principal função que é fiscalizar, o que caracteriza prática de infrações político-administrativas por parte do prefeito municipal.


Reinaldo Alves ainda acrescenta que o poder legislativo já apresentou 41 projetos de lei enquanto o poder executivo apresentou apenas sete.


A servidora Ângela de Oliveira, professora da rede municipal sobe à Tribuna e faz o seu desabafo a respeito da condição deplorável que os profissionais da educação estão sofrendo na atual gestão com um descaso, literalmente um abandono, sem recursos e estrutura mínima para continuarem trabalhando e dando aulas, afirmando, inclusive, que muitos alunos não têm estrutura e condições de frequentar as aulas online e o poder público, tanto na gestão passada quanto na gestão atual, não está fazendo sua parte como deveriam, em assegurar o direito à educação dos alunos e a estrutura mínima de trabalho aos professores.

Carpegiane finaliza pedindo que o prefeito Fernando Peloso pague os salários dos servidores que ele ficou devendo, que convoque os concursados que já passaram no concurso e que pare de contratar pessoas de outras cidades.


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