[Cultura] O imperador do Brasil, D. Pedro II, o filósofo Nietzsche e o escritor Victor Hugo.


Em uma viagem de trem pela Alemanha Pedro soube que o filósofo odiado por muitos, Friedrich Wilhelm Nietzsche, estava em uma cabine próxima, então Pedro apresentou-se como um cidadão comum, conversaram durante 5 horas, apenas após a longa conversa em alemão confessou ser Imperador do Brasil, quando o radical e avesso a monarquias ouviu a confissão levantou-se, começou a rir e abraçou Pedro ; disse que nunca imaginaria como um homem tão simples, educado, culto e inteligente poderia ser monarca de um império tão grande . Friedrich Wilhelm Nietzsche e D. Pedro II do Brasil correspondiam-se mensalmente dividindo ideias e assuntos íntimos de sua vida afetiva conturbada mantendo esse contato e admiração até sua morte.


Pedro II estava em Paris e não poderia deixar a cidade sem conhecer Victor Hugo, por quem nutria grande admiração.

Contrariando todas as orientações diplomáticas, pediu, por meio da embaixada brasileira, que Victor Hugo viesse visitá-lo no hotel onde estava hospedado. A resposta do escritor francês não poderia ter sido mais dura e deselegante: "Victor Hugo não vai à casa de ninguém...".

A surpresa da resposta grosseira mal-educada só não foi maior do que a nobreza de Dom Pedro II.

Após duas outras tentativas frustradas, ele mesmo decidiu ir ao encontro de Victor Hugo. Na manhã do dia 22 de maio, Dom Pedro bateu à porta do apartamento do escritor, na rue Clichy, 21 – centro de Paris.

Surpreso em choque, Victor Hugo abriu a porta e ao longo das horas o coração. A conversa durou extensas 12 horas.

Nascia ali uma linda e respeitosa amizade. Victor Hugo morreu oito anos depois. Quando este faleceu, a filha de Victor Hugo prestou homenagem ao leal amigo de seu pai, mandando lhe manuscritos inéditos de várias obras. Pedro II e Victor Hugo trocavam correspondências semanalmente.

Quando o imperador partia do encontro – já era bastante tarde – Victor Hugo disse-lhe, com seu fino e espiritual sorriso: Sire, eu não saberia vos dizer como estou contente que não tenha na Europa soberano como vós. – Como assim? Pergunta Dom Pedro. – Porque, responde Victor Hugo, nós estaríamos fortemente complicados, eu e meus amigos republicanos, para não dizer que iríamos ter infinitas dificuldades em nossa crença!

Dom Pedro II explode de rir e vai embora como homem amável e de bom espírito. Victor Hugo grita já ao longe “Sorte do Brasil!” “Viva o Imperador Cidadão!”.

Fonte: Biblioteca Nacional RJ, IMS RJ, Acervo Museu Imperial de Petrópolis RJ (Diário de Pedro II) e Encontro entre D. Pedro II e Friedrich Nietzsche conforme narrado pela irmã do filósofo, Elisabeth Förster-Nietzsche, em "Der einsame Nietzsche", de 1914.

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